terça-feira, 21 de abril de 2009

A língua da política


Uma escola no centro de Barcelona - Capital da Província Autônoma da Catalunha, Espanha -anunciou aos seus alunos: "Al pati parlem català": NO PÁTIO FALAMOS CATALÃO.
A língua é uma questão política em território Espanhol. As províncias que buscam suas autonomias usam a língua como definição da constante luta pela independência.
A divisão política e administrativa de Espanha tem a forma de dezessete comunidades autónomas.
A Catalunha é reconhecida como uma nação no seu Estatuto de Autonomia, o artigo segundo da Constituição Espanhola reconhece e garante o direito de sua autonomia. E o uso do catalão como língua oficial é a maior prova de que a província está separada dos que falam castallano.
O governo espanhol, no entanto, luta pela garantia de que todos que vivem na Espanha conheçam a língua oficial, o castellano e que tenham o direito de usá-la caso queiram.
O ministro da educação Ángel Gabilondo se pronunciou esta manhã, terça- feira 21 de abril sobre o caso. Segundo o site da agência de notícias Europapress, Gabilondo defende que qualquer cidadão espanhol deve conhecer a língua oficial do país: " Pode haver recomendações sobre a língua falada, mas nunca imposições sobre o que devem falar as crianças no pátio", disse o ministro.
O catalão que desde 1716 é a língua admnistrativa na Catalunha, divide o espaço com o castellano nas ruas, o que incomoda alguns radicais separatistas. As escolas fazem campanha pela alfabetização em catalão, e por sua vez, muitos pais e cidadãos lutam pela liberdade de escolha.

A política, nessa situação, está literalmente na boca do povo...







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terça-feira, 14 de abril de 2009

Zapatero em ação


Na manhã desta terça - feira, 14 de abril, o presidente do Governo da Espanha José Luis Rodríguez Zapatero teve um encontro com seu grupo parlamentarista. Durante a reunião tratou de planos do governo para administrar a crise.
Segundo matéria do diário El País, o presidente se comprometeu a colocar em prática, nos próximos meses uma "estratégia integral" que concentre todas as atividades do Governo e seus ministérios em torno a recuperação do emprego.
A "estratégia integral" para o desenvolvimento do Plan E - Plano Espanhol para o Estímulo da Economia e do Emprego, no qual atuam todas as áreas do governo, é o principal foco do presidente. No entanto apresentou também outras três prioridades para os próximos meses: a recuperação de crédito para empresas e família; combinação social com empresários, sindicatos e forças políticas; e em terceiro lugar o presidente pediu que todas as reformas se mantenham para deixar o país preparado para a fase pós - crise.

Segundo o mesmo veículo, na reunião de hoje Zapatero repassou os cinco fundamentais pontos de seu governo: acordo com o modelo de financimento econômico; trabalho pela Lei de Igualdade de Trato - que consiste na luta pela eliminação da descriminação; Lei de Liberdade Religiosa, Lei do Aborto - sugere a opção do aborto a partir dos 16 anos, sem consentimento paterno,e por fim a Lei Audiovisual.
A última pretende diminuir os dez minutos de publicidade por hora nas televisões estatais espanholas, para oito minutos, e então ao final de 2010 que as televisões públicas deixem de emitir qualquer tipo de publicidade, segundo site do jornal ABC.
Esta medida parece estar destinada a acalmar o setor audiovisual, muito afetado pela crise.











segunda-feira, 13 de abril de 2009

E os imigrantes tem que ir..

No dia 11 de novembro de 2008, entrou em vigor, segundo o Diário Oficial de Madri, o Plano de retorno voluntário. O programa consiste em oferecer ajuda financeira acumulada e antecipada aos imigrantes que estão em países da União Européia que queiram voltar a suas casas.
Mas é agora, no princípio de 2009, com o fortalecimento da crise ecônomica nesses países e os recordes nos índices de desemprego que os imigrantes deixam de ser desejados por aqui.
Os imigrantes que antes eram vistos como mão de obra barata e ajudavam muito em alguns setores econômicos, agora devem ter seus ofícios ocupados por nativos, que perderam seus empregos com o estouro da crise.
O governo, por sua vez, não poupa esforços para encorajar os imigrantes trabalhadores, que agora são concorrentes, a volterem para suas terras.
O Programa de Retorno Voluntário está sendo anunciado em propagandas de trens de metrô e ônibus de Madri. Segundo matéria da UOL, "José Luis Rodríguez Zapatero, o primeiro-ministro socialista, espera que o programa ajude a mandar embora 100 mil dos 2,8 milhões de não-europeus que vivem legalmente na Espanha".
Para receber a ajuda na repatriação o estrangeiro deve provar que está na Espanha no mínimo há seis meses e que vive em condições de carência e vulnerabilidade social, e ainda concordar a não voltar para Espanha para viver ou a trabalho pelos próximos três anos, e assim é devolvida a eles suas contribuições para o sistema do seguro-desemprego: 40% adiantados e o restante assim que voltarem para seus países de origem.