sexta-feira, 6 de março de 2009

Diferenças sociais - tolerância ao aborto


Em uma coletiva de imprensa, depois do Conselho de Ministérios, a ministra da Igualdade da Espanha, Bibiana Aído deu uma importante declaração. A partir de hoje o Executivo estudará a mudança na "Ley de Autonomía del Paciente". Segundo o jornal espanhol ABC, a ministra apontou que se as menores entre 16 e 18 anos podem dizer se casam ou têm filhos, podem decidir também sobre a intrerrupção voluntária da gravidez. Entre as novas leis, defende também que o aborto possa ser feito sem o consentimento paterno.
Atualmente o aborto na Espanha é permitido até doze semanas em caso de violação, e após as 22 semanas em caso de risco de malformação do feto. E permitida em qualquer altura em caso perigo grave para a saúde física ou mental da mulher.
No Brasil, atualmente o aborto é considerado crime segundo o 128 do Código Penal brasileiro, exceto em três situações: estupro, risco de vida materno ou constatação de anomalias fetais.
O site do jornal espahol El País, pubicou ontem, 05 de março, uma matéria com o título: "El aborto de una niña violada enfrenta el Estado con la Iglesia católica en Brasil". A matéria conta a história de uma criança brasileira, de apenas 9 anos que ao realizar aborto de uma gravidez causada pelo estupro de seu padrasto foi excomungada e fortemente julgada pela igreja católica. O mesmo aconteceu com os médicos que tiraram os gêmeos que a menina violada esperava.
Em entrevista por telefone para o jornal espanhol, o arcebispo de recife José Cardoso Sobrinho, diz não ter se arrependido do que fez, e ainda que é seu dever alertar o povo, para que tenham temos as leis de Deus. O chefe da Arquidiocese de Olinda e Recife compara, ainda, os casos de aborto com um "holocausto silencioso", de modo que é realizado "homicídio contra vidas inocentes".
O ministro da saúde, José Gomes Temporão disse às rádios brasileiras que se impressionou com a posicionamento do religioso, que ao defender uma vida coloca em risco outra de igual importância, mas assustou-se ainda mais com o que aconteceu com a menina, que desde os 6 anos de idade é violentada por seu padrasto, que hoje tem 23 anos e está preso desde a semana passada, após admitir violentar sexualmente a menina e sua irmã, de 14 anos.
O que diria então, sobre o ocorrido no Brasil a ministra da Igualdade Bibiana Aído, que luta por posturas fundamentalistas e sensatez no setor Executivo da Espanha?



Um comentário:

  1. Boa pergunta.
    E o que diria a Ministra diante de uma igreja retrógrada que repete julgamentos e condenações tais como os da Inquisição.
    E o que diria esta mesma igreja, diante de uma menina que violada aos nove anos, perdeu a inocência da infância e, ganhou marcas profundas e perversas para toda sua vida.

    Helena Marques

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