sexta-feira, 27 de março de 2009

Política e Aborto

O polêmico tema volta às páginas dos jornais espanhóis. Desta vez o aborto é tratado em forma de denúncia.
Matéria públicada no El Mundo conta que o colégio Purísima Concepción y Santa María Micaela de Logroño, em uma de suas aulas de ética obrigou os alunos de 15 anos a assistirem a um filme - montagem, com imagens chocantes de fetos mortos. A montagem mesclava fotos de bebês desmembrados, ou rodeados de sangue com imagens do presidente do Governo José Luis Rodríguez Zapatero, o la ministra de Igualdad, Bibiana Aído, que defendem a nova lei do aborto - sugere a opção do aborto a partir dos 16 anos, sem consentimento paterno. A lei ainda não está em vigor.
A impressionante sequência de imagens é ainda mesclada com frases da bíblia e expressões como "Saimos às ruas e unimos nossas forças" ou que tem forte efeito para convencer os adolescentes a se posicionar em relação a um assunto tão delicado.
De acordo com a matéria, a diretora do colégio alega que apesar da clara referência feita pelo vídeo entre as imagens de crianças mortas e os políticos do partido PSOE, diz que não existe nenhuma intenção partidista nem política.
Segundo fontes os horários de aula dessa escola estão sendo usados para fazer com que os alunos vejam e escutem coisas sem direito de argumentação. Com caráter obrigatório, se algum aluno protesta é mandado calar-se.

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