Em 25 de maio de 1998, na cidade italiana de Bolonha os Ministros da Educação da França, Alemanhã, Itália e Reino Unido assinaram a criação de um "Espaço Europeu de Educação Superior".
O projeto teria como principal objetivo dar ínicio a um processo que adptasse o conteúdo dos estudos universitários dos países europeus, assim como promover a facilitação de um intercâmbio entre os alunos não só dos países da União Européia, mas também do Espaço Europeu de Livre Comércio.
Conhecido como Processo de Bolonia, o plano tem causado debates e discussões nas universidades européias nesse primeiro semestre de 2009. As mudanças financeiras e curriculares tem dividido opiniões de professores e alunos, e causados mitos sobre o ensino competitivo que será posto em prática, gradadivamente até 2010.
Fala-se muito disso por aqui, é comum encontrar, atualmente, nas universidades da Europa cartazes com manifestações contra o processo, segundo coluna do site do jornal espanhol El Pais, os opositores ao processo de querer privatizar a universidade pública e mercantiliza-la, sobrepondo os interesses universitários aos interesses do mercado.
Há também o tão criticado aumento das horas obrigatórias de um curso, que obriga os estudantes a ficarem tempo integral na faculdade. Segundo o autor do blog Cadência Brasuca, que envia notícias da Espanha ao Brasil, "Críticos acreditam que com isso a universidade passaria por um processo de elitização, pois a grande carga horária inviabilizaria o trabalho. Fonte de renda para muitos estudantes".
Carlos Berzosa, reitor da Universidade Complutense de Madrid, assina coluna no site do jornal El País, na qual reitera sobre o processo: "constituye una gran oportunidad para construir una Europa del conocimiento y que la UE no sea sólo un mercado, una moneda, sino también una Europa de los ciudadanos".
Dia 4 de março de 2009, daqui a duas semanas, terá uma manifestação estudantil contra o processo implantado nas faculdades, estarei lá para ver o que se passa, e como isso acontece.
Será que a voz dos estudantes tem força nos países europeus?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
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Olá, Marcela.
ResponderExcluirMuito boa a abordagem sobre o tema. Realmente esse é um assunto que ainda dará muito qo que falar em toda a Europa.
É preciso ficar de olho sobre os verdadeiras diretrizes do Processo de Bolonia. Até que ponto ele irá restringir o acesso do povo à educação? Será que é mesmo uma melhoria vital para a educação européia?
Até logo!