quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quase Brasil nos noticiários espanhóis

A não ser por motivos esportivos, ainda não havia visto o Brasil como notícia na Espanha. Hoje, então, me surpreendi com a chamada “Solución de lujo para una favela”, no site do jornal El País.
A matéria de Juan Arias fala sobre Rolf Glaser, fundador de uma casa de câmbio de Europa central, la Exchang AG Berlin, que conhece a realidade do Brasil e admira a vista cinematográfica oferecida pela favela do Vidigal, no Rio de janeiro e pretende comprar uma parte significativa da favela para construir um complexo turístico de luxo, com “colaboração das forças sociais presentes na favela”, relata o autor da do texto.
Para a aceitação da comunidade foi então criada uma ONG “Vidigal Feliz” que pretende preparar as pessoas e lançá-las ao mercado de trabalho. E também fazer do projeto um motivo para a criação de novos empregos, a partir da mão de obra dos moradores do complexo.
Questões a parte, uma parte do texto chamou muito a minha atenção nessa matéria. O jornalista Juan Arias, que segundo seus dados pesquisados estudou filosofia, teologia, psicologia, línguas semíticas e jornalismo na Universidade de Roma, Itália, se deixou levar por um erro comum ao povo europeu, e nos mostra isso, quando em uma parte de seu texto diz:
“Glaser, que ya conoce la realidad de las favelas de África, ha comprado un viejo caserón, que había sido propiedad del abogado Técio Lins, y unas 60 chabolas, además de varios terrenos baldíos de la favela. Los habitantes de esas barracas han visto el cielo abierto, porque han recibido por ellas hasta 30.000 reales (unos 12.000 euros), cuando su precio en el mercado es de unos 2.000 reales. Y sigue la operación de compra de más chabolas. Hasta ahora, ha invertido un millón de reales (339.000 euros) y se propone invertir hasta 50 millones de euros en el proyecto.”
Sim, ele está mesmo se referindo Brasil. Independente da distância, muitas pessoas não querem saber no que se diferencia a África do Brasil, no entanto me espanta um jornalista renomado como Arias, com seu extenso currículo exposto na internet, cometer o mesmo erro que o povo nas ruas.
Aguardo resposta do email enviado ao site do jornal espanhol apontando o erro.
Creo que no és no mismo, sí?

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